Arte que empreende – Projeto Crescer encerra mês de aprendizado com feirinha, desfile e apresentações culturais

Um mês inteiro dedicado a sonhar, criar e aprender chegou ao seu ponto mais bonito nesta sexta-feira. O evento “Arte Que Empreende” reuniu parceiros e comunidade na sede do Projeto Crescer, bairro Dr. Sílvio Botelho, em uma manhã que celebrou o talento dos integrantes com feirinha, desfile de moda e apresentação da quadrilha “Juventude na Roça”.

A variedade de produtos mostra o aprendizado construído nas oficinas

O mês de outubro foi dedicado ao incentivo ao empreendedorismo, em alusão ao Dia do Empreendedor (5/10). Durante esse período, os jovens participaram de oficinas em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Roraima e do Instituto Euvaldo Lodi, sobre currículo, comportamento em entrevistas e tomada de decisão, preparando-se para o mercado de trabalho.

“Essa parceria com o Sebrae-RR e o IEL nos auxiliou a mostrar que esses jovens podem ingressar no mercado de trabalho”, disse o gerente-geral Douglas Cavalcante

O evento é a celebração desse processo, mostrando que o aprendizado vai além da sala de aula e se transforma em produtos, arte e cultura. O gerente-geral do Crescer, Douglas Cavalcante, destacou que a ideia foi colocar os adolescentes e jovens como protagonistas de suas histórias e reforçou o papel das parcerias na construção do futuro deles.

“A programação trouxe as vendas do que foi produzido nas oficinas, mas também a parte cultural e o incentivo ao empreendedorismo, que é essencial para a construção de um currículo. Essa parceria com o Sebrae-RR e o IEL nos auxiliou a mostrar que esses jovens podem ingressar no mercado de trabalho. Assim, finalizamos com chave de ouro”.

A quadrinha Juventude na Roça fez uma apresentação inspirada na Turma do Chaves, programa televisivo criado pelo mexicano Roberto A Gómez Bolaños. Os integrantes se caracterizam conforme os personagens do seriado, alegrando a todos.

O desfile revela o brilho dos jovens na criação e customização de roupas

Além disso, durante o desfile e a exposição, os visitantes conheceram o trabalho desenvolvido nas oficinas do Crescer. Douglas explicou que a criatividade dos jovens se traduz em peças únicas, que unem técnica, tendências da moda e consciência sustentável.

“Como vimos no desfile, trouxemos o upcycling, um conceito de moda que utiliza material reciclado. Dentro da oficina de corte e costura, temos pochetes, bolsas para academia, camisetas e roupas. O Crescer tem essa construção voltada à moda e isso também gera renda extra para eles. Na oficina de artesanato, mostramos peças customizadas, e na serigrafia, canecas, blusas sublimadas e bordados”.

O aroma dos produtos da panificação toma conta do lugar

Douglas Cavalcante também destacou a diversidade das oficinas, que vão da marcenaria à compostagem, passando pela panificação, ressaltou que cada produto carrega o esforço e o aprendizado dos integrantes.

“Temos a exposição de todas as oficinas do projeto, como a marcenaria e a educação para o trânsito, que produz chaveiros. Temos uma arte na parede feita pelos meninos, que pintam telas e muros, e quem sabe farão isso pela cidade e no estado. Na compostagem, temos produtos orgânicos, plantas e terra preparada. E na panificação, pizza, bolos, tortas e pão de queijo, que são uma delícia”.

“Ver o desfile foi maravilhoso. A criatividade dos adolescentes, o comportamento dele e o incentivo. Foi uma manhã valiosa”, destacou a analista pedagógica Ana Paula

A analista pedagógica do Sebrae-RR, Ana Paula, acompanhou o encerramento e celebrou o resultado do mês de outubro com aprendizado, que uniu orientação profissional e incentivo ao empreendedorismo.

“Agora é a tomada de decisão, porque cada um escolhe o seu caminho. Nosso papel é fomentar, apresentar e orientar. Desejamos que essa semente plantada hoje possa, no futuro próximo, render grandes frutos. Ver o desfile foi maravilhoso. A criatividade dos adolescentes, o comportamento dele e o incentivo. Foi uma manhã valiosa”.

“No segundo ano, fui para a Serigrafia, que foi onde mais me identifiquei”, contou Ronald Riquelme

Aos 18 anos e há três no Crescer, Ronald Riquelme encontrou na serigrafia sua paixão. Ele conta que chegou ao projeto por indicação da irmã e, ao longo do caminho, descobriu habilidades que o levaram a participar de eventos maiores da prefeitura.

“Passei dois meses na oficina de Convivência, para me enturmar, e depois escolhi outras. Fui para a de Trânsito, onde aprendi a fazer insulfilm e aplicar placas. No segundo ano, fui para a Serigrafia, que foi onde mais me identifiquei. Cheguei querendo aprender a parte do bordado, que aparece nas camisas das escolas e fui me adaptando”.

“Quero fazer biologia e a oficina me ajuda porque já tenho conhecimento”, relatou Adriel Nankoo

O integrante Adriel Nankoo encontrou na compostagem um novo caminho. Com 17